segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Literatura periférica na sala de aula




Traços de oralidade misturados a termos da linguagem culta. Incorreções ortográficas, sintáticas ou de pontuação. Selo editorial desconhecido. Textos com pelo menos uma dessas características provavelmente não seriam escolhidos por você para trabalhar literatura com os alunos, certo? E se os autores de produções com alguns ou todos esses pontos, embora desconhecidos, fossem referendados por especialistas como donos de um estilo literário próprio e relevante? 

Se você está pensando que elogios e referências desse tipo são capazes de fazer qualquer um mudar de opinião, inclua na sua lista de autores admiráveis Ferrez, Sergio Vaz, Sacolinha, Alan da Rosa, Dinha e Rose da Coperifa. E seja bem-vindo ao universo da literatura marginal, movimento que atualmente reúne autores que têm berço nas periferias brasileiras, escrevem sobre temáticas diversas e se mantêm distantes das normas cultas propositalmente. "Por causa dessas características, não faz sentido avaliar toda e qualquer composição seguindo os critérios pertinentes à criação erudita", explica Heloisa Buarque de Hollanda, coordenadora do projeto Universidade das Quebradas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). São atitudes como essa, inclusive, que fazem a escola estigmatizar o gosto das pessoas e restringir o rol de leitura da moçada. "Não se trata de abandonar o estudo literário canônico, mas garantir espaço para outros", pontua Márcia Abreu no livro Cultura Letrada - Literatura e Leitura.  

A literatura marginal tem como característica a pluralidade, inclusive ao que se refere à gama de definições (leia na ilustração desta reportagem algumas delas). Ela não deve ser, por exemplo, tachada simplesmente de violenta ou de retrato da pobreza e da marginalidade, como costuma ocorrer. Esses temas fazem parte de seu repertório, mas não são os únicos. Cátia Cernov, no recém-lançado Amazônia em Chamas, por exemplo, reúne contos sobre ecologia. Rodrigo Ciríaco, em Te Pego Lá Fora, aborda o cotidiano escolar. Heloisa explica que, no início de carreira, os escritores marginais tendem a falar mais sobre sua realidade, a respeito do "próprio CEP", como eles mesmos definem. Mas muitos abordam outros temas depois. 

Para compreender o movimento, é importante saber que ele, na década de 1970, tinha motivações diferentes. De acordo com Heloisa, os autores daquela época, entre outras características, tinham por princípio fazer os próprios livros, o que nem sempre ocorre atualmente. "Era um movimento da contracultura e feito pela classe média", ela define.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

COLÓQUIO MILTON SANTOS


O Grupo Permanecer Milton Santos está nos preparativos para a realização do Colóquio Milton Santos.3, que trará grandes pensadores sobre a cultura e o mercado. Aguarde! Veja abaixo a minuta:
Proponente: Grupo de Pesquisa Permanecer Milton SantosParcerias (prováveis): IAT – Instituto Anísio Teixeira/SEC; Reitoria da UFBA; Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade.Instituição: Faculdade de Comunicação da UFBA
Datas:29/11/10 – 19h – Salão Nobre da Reitoria da UFBA. Mesa de abertura e Conferências Especiais.30/11/10 - 8h às 10h30 – Auditório do IAT, Av. Paralela: Abertura e Debate I.- das 11h às 12h30 - Debate II.(Almoço e deslocamento para campus Ondina)- 14h30 às 17h: Salas e Auditório da Facom: Apresentação de Grupos de Trabalho (GTs).- 18h: Atividades culturais de encerramento.

Justificativa

O evento faz parte das atividades do Grupo de Pesquisa Permanecer Milton Santos do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade, com registro no CNPq. O evento pretende proporcionar um espaço de reflexão sobre o pensamento do geógrafo e educador Milton Santos, com destaque para sua análise sobre a cultura local e o mercado global. Pela importância do trabalho de Milton Santos na formulação de um pensamento original sobre a realidade brasileira e os problemas gerados pela nova fase de globalização do capitalismo, faz-se necessário propiciar oportunidades de aprofundamento das idéias desse pensador, oferecendo as novas gerações momentos para a troca de experiências e aprendizado acadêmicos a partir das idéias miltonianas.Vale destacar que o Colóquio Milton Santos mereceu a adesão do Instituto Anísio Teixeira (IAT) de formação pedagógica no Estado da Bahia, constituindo-se a partir de então em atividade co-organizada. Professores da rede pública de ensino de todo o território baiano terão acesso ao colóquio, em rede, a partir da transmissão por videoconferência.

Objetivos

- Propiciar um espaço de discussão e reflexão acadêmica focada no pensamento de Milton Santos sobre o papel da Cultura local e do Mercado global na construção de um mundo melhor;- Envolver as comunidades do entorno da Ufba a partir das trocas entre as manifestações da cultura local e do conhecimento acadêmico- Possibilitar o intercâmbio de experiências entre estudiosos da obra e da vida de Milton Santos, com ênfase nos estudos críticos sobre a nova fase da globalização econômica;- Contribuir para o reavivamento da memória do geógrafo e pensador Milton Santos (1926-2001).- Contribuir para a formação e atualização de estudantes, professores da rede pública e demais interessados, a partir das idéias propostas por Milton Santos.

Instituições/órgãos envolvidos:

- Faculdade de Comunicação da UFBA;- Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade;- Instituto Anísio Teixeira do Governo do Estado da Bahia- Pró-Reitoria de Extensão da UFBA;- Reitoria da UFBA- CMA Hip Hop

Equipe Organizadora

Coordenador: Prof. Dr. Fernando ConceiçãoSecretaria e Apoio: Equipe de estudantes e colaboradores do Grupo Permanecer Milton SantosEquipe técnica da Facom e do IAT.

Programa

- De 18 de outubro a 18 de novembro: Inscrições de trabalhos individuais ou em grupos (texto de até 16.000 palavras com espaçamento). Envie seu texto e identificação, com formação acadêmica e instituição de que faz parte, para o seguinte e-mail: mestremiltongrupo@gmail.com
- De 25/10 a 19/11: Divulgação contínua de trabalhos aceitos,- 29/11, 19h – Mesa de abertura no salão nobre da reitoria da Ufba - 30/11, 8h – Recepção/Instalação do Colóquio. Local: sede do IAT na Av. Paralela9h – Mesa Redonda I 10h15 – coffee-break11h – Mesa Redonda II - 12h30 – Almoço13h30 – Deslocamento em ônibus do IAT para a Facom (Ondina).14h00 – Recepção na Facom.14h30 – Grupos de Trabalhos (GTs) por temáticas.17h – Plenária no auditório18h – Mesa de finalização18h30 – Apresentação cultural e entrega de certificados19h – Coquetel de encerramento

 
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